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Após audiência de custódia realizada neste domingo (23), a juíza auxiliar Luciana Yuki Fugishita Sorrentino homologou o cumprimento do mandado de prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, do PL, constatando que não houve “qualquer abuso ou irregularidade por parte dos policiais”, conforme consta da decisão.
Na audiência, Bolsonaro confirmou que mexeu na tornozeleira eletrônica. O ex-presidente disse que “teve uma certa paranoia de sexta para sábado em razão de medicamentos que tem tomado receitados por médicos diferentes e que interagiram de forma inadequada”. Os medicamentos apontados são o anticonvulsivante Pregabalina e o antidepressivo Sertralina. O réu afirmou ainda que “não tinha qualquer intenção de fuga e que não houve rompimento da cinta”.

Durante a audiência de custódia, o ex-presidente disse que tão logo recuperou a clareza mental, ele parou de mexer com a solda na tornozeleira eletrônica. O ex-presidente confirmou que na casa estavam a filha, do irmão mais velho e de um assessor, mas que nenhum deles testemunhou o uso do ferro de solda.
Bolsonaro foi preso preventivamente pela Polícia Federal (PF), no sábado (22), após determinação de Alexandre de Moraes. Na decisão, o ministro do STF citou eventual risco de fuga diante da tentativa de Bolsonaro de violar a tornozeleira eletrônica e da vigília convocada pelo filho dele, o senador Flávio Bolsonaro, nas proximidades da casa onde o ex-presidente cumpria prisão domiciliar.
Condenado a 27 anos e três meses de prisão na ação penal da trama golpista, Bolsonaro e os demais réus podem ter as penas executadas nas próximas semanas.
Na semana passada, a Primeira Turma da Corte rejeitou os chamados embargos de declaração do ex-presidente e de mais seis acusados para reverter as condenações e evitar a execução das penas em regime fechado.
Neste domingo, terminou o prazo para a apresentação dos últimos recursos pelas defesas. Se os recursos forem rejeitados, as prisões serão executadas.
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal analisa nesta segunda-feira, das 8h às 20h, se mantém a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, do PL, decretada no sábado pelo ministro Alexandre de Moraes. O julgamento ocorre no plenário virtual e foi marcado pelo presidente da Turma, ministro Flávio Dino. Também participam os ministros Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.
Com a saída de Luiz Fux do colegiado, a tendência é de decisão unânime. Bolsonaro está em uma cela especial na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, equipada com cama, ar-condicionado, frigobar, TV e janela.
*Com informações da Agência Brasil
Written by: todasua
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